Descubra como o investimento em valor consciente e disciplinado pode revelar oportunidades imperdíveis em ações subvalorizadas.
O Value Investing, ou investimento em valor, é uma abordagem clássica idealizada por Benjamin Graham e difundida por Warren Buffett e Charlie Munger.
Nessa estratégia, o investidor busca empresas cotadas abaixo de seu valor real, com a expectativa de que o mercado, a longo prazo, reconheça seu potencial.
Os princípios-chave incluem a noção de que o mercado pode precificar erroneamente ativos e que existe uma diferença entre valor de mercado e valor intrínseco.
O Ibovespa apresentou valorização de cerca de 30% até novembro de 2025, mas certas small caps superaram esse desempenho com folga.
Doze ações chegaram a dobrar de valor no ano, com destaque para Cogna (COGN3), reforçando o apelo de nomes fora do radar dos grandes investidores.
O cenário macroeconômico de juros elevados e incertezas fiscais impôs volatilidade, mas criou múltiplos atrativos para o longo prazo em empresas sólidas e bem posicionadas.
Flutuações econômicas e oscilações setoriais podem levar gestores a ignorar companhias com bons fundamentos.
A psicologia de mercado, frequentemente dominada por reações exageradas a notícias de curto prazo, gera distorções de valor que o investidor criterioso pode explorar.
Setores em reestruturação e processos de turnaround concentram algumas das melhores oportunidades para quem tem paciência e visão estratégica.
Para encontrar barganhas, o investidor deve basear-se em uma análise fundamentalista rigorosa, avaliando saúde financeira e potencial de crescimento.
Os principais indicadores incluem:
De acordo com estudo da FGV, combinações de múltiplos como PSR + Earnings Yield oferecem retornos médios anuais acima de 39%, superando o Ibovespa em mais de 80% dos períodos analisados.
Além dos múltiplos, busque:
Small caps dominaram o ranking de valorização. Dez das doze ações que mais cresceram fazem parte do índice SMLL, principalmente em educação, construção e tecnologia.
Cogna (COGN3) liderou com alta superior a 200%, seguida por empresas em turnaround que recuperaram sua atratividade após reestruturações internas.
Algumas das maiores valorizações vieram de companhias presentes no Ibovespa e no IDIV, comprovando que oportunidades podem estar tanto em empresas consolidadas quanto em pagadoras de dividendos.
O método buy and hold em ações de valor é recomendado para aproveitar a maturação dos casos de sucesso.
Paciência e visão de longo prazo são pilares para que o valor intrínseco se reflita no preço de mercado.
Enquanto o value investing prioriza ações descontadas em relação ao valor contábil, o growth foca empresas com previsão de crescimento acelerado, mesmo que negociadas a múltiplos elevados.
Esteja atento ao risco de value traps: ações baratas por problemas estruturais que não serão resolvidos.
Small caps, apesar de potencial de retorno elevado, podem sofrer baixa liquidez, dificultando entradas e saídas em momentos críticos.
Mudanças macroeconômicas e políticas podem afetar drasticamente setores inteiros, exigindo acompanhamento constante.
Métodos como fluxo de caixa descontado (DCF) e análise de múltiplos segmentados por setor são fundamentais para avaliar valor intrínseco.
Plataformas como XP, Genial e relatórios de casas de research oferecem dados e modelos que agilizam a análise, sem abrir mão da profundidade.
O value investing se mostra eficaz no Brasil quando aplicado com disciplina, análise criteriosa e horizonte estendido.
Em 2025, small caps e empresas em reestruturação oferecem exemplos concretos de lucros acima de 100%, reforçando a atratividade de barganhas.
Para capturar essas oportunidades, mantenha foco em fundamentos, diversifique seu portfólio e exercite a paciência, aguardando o mercado reconhecer o valor real de cada investimento.
Referências